Peru retoma eleições para cerca de 50 mil cidadãos impedidos de votar no domingo
O Peru retomou suas eleições presidenciais nesta segunda-feira (13), constatou a AFP, depois que mais de 50 mil pessoas não conseguiram votar devido a problemas na distribuição do material eleitoral.
A candidata de direita Keiko Fujimori é favorita para um segundo turno com 16,9% dos votos, segundo a apuração oficial com mais da metade das atas escrutinadas.
As autoridades eleitorais estenderam por mais um dia o pleito, no qual também são eleitos deputados e senadores, porque não conseguiram distribuir cédulas, urnas e outros materiais em 13 centros de votação no sul de Lima.
Com irritação e desanimados, os eleitores afetados foram convocados nesta segunda-feira às 7h (9h em Brasília). Assim como na jornada anterior, também foram registrados atrasos.
"É uma perda de tempo e é incômodo. As autoridades são incompetentes", criticou Nancy Gómez, empregada doméstica de 56 anos, que votou nesta segunda-feira.
O Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), responsável pela organização do pleito, atribuiu os incidentes a uma empresa de transporte contratada para distribuir o material.
As projeções indicam que os 50.000 votos em disputa nesta segunda-feira não ameaçariam a ida de Fujimori ao segundo turno previsto para junho.
Mas ainda não é possível prever quem ficará em segundo lugar.
Com 53% das atas contabilizadas em nível nacional, disputam a posição o ultraconservador Rafael López Aliaga (14,5%), seguido de perto pelo social-democrata Jorge Nieto (12,8%).
Nestas eleições, mais de 27 milhões de peruanos foram chamados às urnas para escolher também deputados e senadores pela primeira vez desde 1990, já que o país voltará a ter um Parlamento bicameral em julho.
O atual presidente interino, José María Balcázar, não podia concorrer à reeleição.
M.Moreau--JdCdC