Journal du Club des Cordeliers - Trump pede ao Congresso mais recursos para guerra no Irã

Trump pede ao Congresso mais recursos para guerra no Irã
Trump pede ao Congresso mais recursos para guerra no Irã / foto: Aaron Schwartz - AFP

Trump pede ao Congresso mais recursos para guerra no Irã

O presidente americano, Donald Trump, pediu nesta quarta-feira (24) ao Congresso US$ 87,6 bilhões (R$ 456 bilhões) em recursos adicionais, em grande parte para cobrir as despesas com a guerra no Irã, enquanto aumentava o mal-estar entre democratas e republicanos com o conflito.

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A maior parte dessa verba seria destinada ao Pentágono. Parte do montante também seria dirigida a ajudar agricultores americanos, a atender a resposta ao Ebola na África central e a projetos de infraestrutura nos Estados Unidos.

O diretor de orçamento da Casa Branca, Russell Vought, fez o pedido em carta ao presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson. Ele solicitou que o Congresso atue rapidamente no que considera "pedidos importantes e urgentes".

O governo solicitou US$ 67 bilhões para o Pentágono, incluindo US$ 21 bilhões para munições e outras capacidades militares, US$ 17,3 bilhões para custos operacionais e US$ 12,1 bilhões para programas confidenciais.

Trump também questionou hoje na Casa Branca o papel dos Estados Unidos em um ataque com míssil a uma escola na cidade iraniana de Minab, que deixou mais de 100 vítimas em fevereiro: "Foi horrível o que aconteceu, mas havia mísseis voando para todo lado, e alguém disse que era um míssil nosso. Talvez não fosse. Mas não vi nada que me levasse a acreditar que que era."

O presidente pediu ao secretário de Defesa, Pet Hegseth, que comentasse o assunto. "Levamos a investigação muito a sério. Quando for o momento apropriado, não importa o resultado, será o momento de divulgá-lo", disse Hegseth, no Salão Oval.

Os Estados Unidos evitaram assumir a responsabilidade pela tragédia. Em um primeiro momento, Trump acusou o Irã de ter atacado a escola. “Não sei se a questão da responsabilidade será resolvida em algum momento”, declarou hoje.

G.Guillet--JdCdC