Journal du Club des Cordeliers - Marco Rubio espera que transição na Venezuela leve 'meses, não anos'

Marco Rubio espera que transição na Venezuela leve 'meses, não anos'
Marco Rubio espera que transição na Venezuela leve 'meses, não anos' / foto: Mandel NGAN - AFP

Marco Rubio espera que transição na Venezuela leve 'meses, não anos'

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse, nesta terça-feira (4), esperar que a transição política na Venezuela ocorra em questão de meses e não anos, antes de uma primeira rodada de negociações entre o governo e a oposição.

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Sete meses depois da captura do presidente deposto Nicolás Maduro em uma incursão militar americana, delegados da presidente interina, Delcy Rodríguez, e opositores têm previsto se reunir esta semana em Caracas em data não antecipada.

"Acredito que vai exigir alguma constância e um pouco de paciência; não anos, mas sim meses e semanas", declarou o chefe da diplomacia americana a jornalistas.

Após a deposição de Maduro, em janeiro, Rubio passou a ser o principal encarregado da política do presidente Donald Trump no país caribenho, que o chefe da Casa Branca vê, antes de tudo, como uma fonte de fornecimento de hidrocarbonetos.

Esse papel da Venezuela se tornou ainda mais essencial para Trump com a guerra contra o Irã, que provocou forte alta nos preços do petróleo.

A oposição venezuelana e grupos de defesa dos direitos humanos exigem, por sua vez, que se intensifique o diálogo político, o que também é compartilhado por vozes democratas e republicanas no Congresso americano.

Rubio anunciou, após a queda de Maduro, que a Venezuela devia atravessar três fases: a estabilização econômica, a política e, finalmente, uma transição completa, com a realização de eleições.

"Queremos melhorar a vida cotidiana, ajudar a melhorar a vida cotidiana dos venezuelanos em termos econômicos, para que estejam melhor, mais prósperos. Acredito que isso também contribui para facilitar a transição política", explicou, ao responder às perguntas de um jornalista nesta terça-feira, à margem de uma reunião com o chanceler paraguaio, Rubén Ramírez.

"Se você prestar atenção nas transições no leste europeu, após a queda da Cortina de Ferro, ou no Paraguai, um país que realizou uma transição do autoritarismo à democracia que levou quase três anos e meio... Essas coisas são difíceis", comentou.

F.Fabre--JdCdC