Partido alemão de extrema esquerda rejeita acusações de antissemitismo
O partido alemão de extrema esquerda Die Linke, vencedor das eleições regionais na cidade-estado de Berlim, rejeitou nesta segunda-feira (21) as acusações de que alguns ativistas pró-palestinos em sua base se tornaram antissemitas ou que fomentam o ódio contra Israel.
As críticas aumentaram devido à presença de duas pessoas em particular na comemoração da vitória no domingo à noite.
Trata-se de Ibrahim Ibrahim, ligado ao "Comitê Nacional Palestino Unificado", que, segundo as autoridades de Berlim, reúne apoiadores do movimento islamista Hamas e da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), duas organizações classificadas como grupos terroristas pela União Europeia (UE).
Issa Remmo, membro do "clã" que leva seu nome, também compareceu ao evento, mas foi convidado a se retirar assim que foi reconhecido, de acordo com a direção do partido. Essa quadrilha de origem libanesa, muito ativa na Alemanha, é conhecida principalmente por um grande roubo de joias em 2019.
"Celebrar a violência e o terrorismo é absolutamente inaceitável", declarou Elif Eralp, principal candidata do Die Linke, que busca se tornar prefeita de Berlim em uma coalizão com os Social-Democratas (SPD) e os Verdes.
"Farei tudo o que estiver ao meu alcance para garantir que judeus, assim como muçulmanos, pessoas LGBTQIA+ e todos os moradores da nossa cidade, possam se sentir seguros", acrescentou.
M.Moreau--JdCdC