Journal du Club des Cordeliers - Primeiro-ministro francês anuncia ajuda a afetados por incêndio

Primeiro-ministro francês anuncia ajuda a afetados por incêndio
Primeiro-ministro francês anuncia ajuda a afetados por incêndio / foto: Olivier MORIN - AFP

Primeiro-ministro francês anuncia ajuda a afetados por incêndio

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, anunciou nesta segunda-feira (17) ajuda para uma região do sudoeste da França devastada pelos incêndios florestais, depois que seus moradores o vaiaram em protesto contra a gestão da pior crise desse tipo em décadas.

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A França vive um verão marcado pelos incêndios florestais, entre eles um que percorreu 42.000 hectares perto da cidade de Bordeaux, no sudoeste, e que obrigou a retirada de mais de 220.000 pessoas no fim de julho e início de agosto. Foi o pior em termos de área desde 1949.

Para ajudar os afetados por esse incêndio e por outro na vizinha região de Landes, que destruiu 3.700 hectares, o primeiro-ministro anunciou medidas que podem superar 100 milhões de euros (604 milhões de reais), entre ajudas diretas e isenções fiscais.

O plano também inclui agilizar as licenças para reconstruir as casas destruídas pelo fogo, que deverão ser concedidas no prazo de um mês quando se tratar de reconstruções "equivalentes", e ajuda ao setor turístico, atingido em plena alta temporada.

O descontentamento com o governo do presidente Emmanuel Macron é latente. Alguns moradores de Le Porge, onde 183 casas foram destruídas, consideram que elas foram sacrificadas para proteger a península de Cap Ferret, onde muitos parisienses ricos passam as férias.

"Não temos absolutamente nada a esconder sobre como as operações foram conduzidas", declarou Lecornu na cidade vizinha de Mérignac.

Cerca de 200 pessoas vestidas de preto se reuniram em frente à Prefeitura de Le Porge, no sudoeste da França, onde vaiaram enquanto o carro com vidros escuros levava o primeiro-ministro para o encontro com o prefeito Martial Zaninetti, observou um jornalista da AFP.

"Onde ele está? Onde ele está?", gritou a multidão. "O mínimo que ele poderia ter feito" é reunir-se com os moradores, lamentou Tony Veiga, um aposentado de 65 anos.

O gabinete do primeiro-ministro afirmou que ele havia conversado com os moradores e agricultores afetados.

C.Caron--JdCdC