Journal du Club des Cordeliers - Otan alerta Rússia de que qualquer ataque será 'totalmente em vão'

Otan alerta Rússia de que qualquer ataque será 'totalmente em vão'
Otan alerta Rússia de que qualquer ataque será 'totalmente em vão' / foto: Wojtek RADWANSKI - AFP

Otan alerta Rússia de que qualquer ataque será 'totalmente em vão'

A Otan fará todo o possível para garantir que qualquer ataque contra qualquer um de seus Estados-membros seja "totalmente em vão", alertou nesta segunda-feira (12) seu principal chefe militar, Alexus Grynkewich, em um momento em que as ameaças russas se tornam mais preocupantes.

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"Se alguém for insensato o suficiente para nos atacar, nós lutaremos. Deteremos o ataque e impediremos que alcancem seus objetivos, sejam eles quais forem. Em suma, garantiremos que qualquer ataque contra qualquer aliado resulte totalmente em vão", declarou o comandante da Otan durante um fórum sobre defesa em Varsóvia.

Em seu discurso, ele apresentou sua "teoria da vitória" sobre a melhor maneira de combater a Rússia em caso de ataque. No entanto, assegurou que não há nenhum conflito iminente.

Ainda assim, os serviços de inteligência dinamarqueses relataram a possibilidade de um ataque da Rússia contra a Otan, embora isso seja pouco provável.

"Mas, nesse caso, minha teoria da vitória é simples: bloquearemos o ataque inicial", explicou o general Grynkewich.

Caso o ataque persista, "nós o conteremos e impediremos que o inimigo avance", assegurou. Por fim, se necessário, "derrotaremos o inimigo, assim como seu aparato de guerra mobilizado contra nós".

A Otan não buscará provocar uma "escalada", declarou o chefe militar, em aparente referência ao uso de armas nucleares. Em caso de ataque, "o ônus da escalada recairia inteiramente sobre o agressor; ele, e somente ele, assumiria todo o peso moral, político e estratégico da decisão de fazê-lo".

Ele lembrou que a Otan é, acima de tudo, uma aliança defensiva que não tem vocação para atacar. No entanto, alertou que "ninguém deve confundir nossa natureza defensiva com fraqueza ou falta de determinação".

O aumento dos ataques russos ocorre em um momento crítico para a segurança europeia, uma vez que os Estados Unidos estão revisando sua presença militar no continente, o que poderia resultar em uma redução do efetivo americano. A decisão será anunciada no final do ano.

Paralelamente, os países europeus reforçam seus exércitos devido à incerteza sobre o apoio militar do governo do presidente americano, Donald Trump, à Europa.

P.Lefevre--JdCdC