Journal du Club des Cordeliers - Grandes bancos dos EUA melhoram resultados, mas alertam para incerteza

Grandes bancos dos EUA melhoram resultados, mas alertam para incerteza
Grandes bancos dos EUA melhoram resultados, mas alertam para incerteza / foto: Patrick T. Fallon - AFP/Arquivos

Grandes bancos dos EUA melhoram resultados, mas alertam para incerteza

Os grandes bancos dos Estados Unidos divulgaram, nesta terça-feira (13), resultados trimestrais em alta, mas alertaram para um cenário incerto em um contexto de inflação persistente e operação complicada.

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O JPMorgan Chase, maior banco do país em ativos, registrou um aumento de seus lucros no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2025, mas apresentou um incomum descompasso em relação às estimativas dos analistas devido ao aumento das despesas.

O lucro líquido do banco cresceu 6% em relação ao ano anterior, chegando a 15,3 bilhões de dólares (76,54 bilhões de reais), abaixo dos 15,85 bilhões (79,29 bilhões de reais) previstos pelos analistas da FactSet.

Em seu comunicado sobre resultados ao mercado, o banco apontou perdas de 658 milhões de dólares (3,29 bilhões de reais) em investimentos em valores mobiliários e um aumento de 12% em suas despesas, principalmente por maiores remunerações, gastos em tecnologia e marketing.

O faturamento aumentou 8%, alcançando 50,2 bilhões de dólares (252,64 bilhões de reais).

O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, descreveu os resultados como "sólidos" e destacou o apoio dos clientes. "A economia americana continuou impulsionada por um sólido investimento empresarial e por gastos contínuos dos consumidores", acrescentou.

Ele alertou, no entanto, para "grandes déficits fiscais, uma inflação persistente, os elevados preços dos ativos, o aumento das taxas de juros e as condições geopolíticas" que continuam mudando.

"Essas forças podem ser administráveis, mas seguimos preparados para um amplo leque de cenários", resumiu.

- "Ambiente operacional complicado" -

O Goldman Sachs informou um aumento nos lucros do terceiro trimestre que superou as estimativas dos analistas.

O lucro líquido do gigante financeiro nova-iorquino no período de julho a setembro foi de 5,1 bilhões de dólares (25,51 bilhões de reais), 33% a mais que há um ano e 20% a menos que no segundo trimestre.

A receita aumentou 23%, para 18,7 bilhões de dólares (93,55 bilhões de reais), em relação ao mesmo período do ano anterior.

O CEO David Solomon elogiou os resultados à luz de "um ambiente operacional complicado", segundo um comunicado de imprensa.

"Apesar da complexidade e da incerteza atuais no mundo, continuamos muito bem posicionados para seguir entregando resultados aos nossos clientes", resumiu Solomon.

O Citigroup também anunciou nesta terça-feira um aumento anual de seus resultados no terceiro trimestre, acima do esperado pelo mercado.

Entre julho e setembro, registrou uma alta de 8% em seu faturamento na comparação anual, para 23,85 bilhões de dólares (119,32 bilhões de reais), enquanto seu lucro líquido saltou 40%, para 5,25 bilhões de dólares (26,26 bilhões de reais).

O dado de lucro se beneficia de um efeito comparativo favorável, já que em 2025 foi prejudicado por uma desvalorização de ativos de mais de 700 milhões de dólares (3,5 bilhões de reais) ligada à venda de 25% do capital de sua subsidiária mexicana Banamex.

A CEO do grupo, Jane Fraser, destacou em um comunicado o melhor número de faturamento para um terceiro trimestre em uma década.

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V.Vincent--JdCdC