Surto de ebola na República Democrática do Congo supera 9 mil casos
O pior surto de ebola registrado até agora na República Democrática do Congo (RDC) superou os 9.000 casos, com mais de 4.000 mortes desde o começo de outubro, informaram as autoridades sanitárias nesta terça-feira (13).
A RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola de sua história em meados de maio, mas especialistas acreditam que o vírus já circulava havia semanas ou meses. O surto infectou 9.066 pessoas e causou 4.381 mortes, com uma taxa de letalidade de 48,3%, informou o Instituto Nacional de Saúde Pública do Congo (INSP).
O ebola, que é transmitido pelo contato com fluidos corporais e causa uma febre hemorrágica grave, matou mais de 15.000 pessoas na África nos últimos 50 anos.
O pior surto registrado anteriormente na RDC causou quase 2.300 mortes entre 3.500 casos notificados entre 2018 e 2020. No surto mais recente, foram registradas 2.389 recuperações.
Desta vez, o surto começou em Ituri, no nordeste do país, e se espalhou por sete províncias do norte e do leste. Os recursos de saúde são limitados nessas regiões, onde há presença de grupos armados.
Além disso, as comunidades locais desconfiam do pessoal médico e dos trabalhadores humanitários, o que provocou vários incidentes nos últimos meses.
O surto atual é causado pela cepa Bundibugyo do vírus, para a qual não há vacina, nem tratamento.
As doses iniciais da vacina Ervebo, eficaz contra a cepa Zaire, a variante mais comum, foram administradas nas últimas semanas a voluntários como parte de um teste.
Um ensaio clínico de uma vacina contra o ebola está previsto na RDC antes do fim do mês, informaram especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira.
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L.Lambert--JdCdC